Entrevista- Kirsten Dunst e Orlando Bloom
Primiere--P
Kirsten Dunst--K
Orlando Bloom--O
P: Viveram a rodagem no tórrio sul norte-americano de uma forma diferente.
K:Foi uma experiêcia muito positiva. Um dos papéis mais completos que me ofereceram.E tem muito a ver comigo, estava a ver-me ao espelho.Escolho papéis que me façam divertir em cada dia de filmagens.E foi fácil, porque tudo estava feito; o guião de Cameron era uma grande presisão e beleza.Só precisei de respirar como Claire, dizeras deixas dela. E sentir a música, há muiiiiiiita!
O:Desde "O Falcão Negro em Perigo"(2001) que não tinha a oportunidade de interpretar um papel contemporâneo como este.Quando Cameron me pfereceu, lancei-me de cabeça.Tinha vários bónus incluídos:nada de roupa de época, cavalos, armaduras pesadas ou espadas, nem mesmo arco e flechas.E sinto o mesmo que Kirsten sobre a música. Cameron usa-a para nos ajudar:ficamos à vontade e deixamo-nos levar.
P:Se reconhecem em suas personagens?
K:Na sua espontaneidade e independência, no seu imbátivel optimismo.E na sua solidão.
O:Sou muito mais confiante que Drew, a minha personagem.Mas durante a viajem dele, que se inicia com um fim, uma morte, consegue descobrir o lado belo e positivo dessa experiência.
P:Como um ex-jornalista musical, Crowe carateriza-se por escrever diálogos cheios de ritmo e de palavras muito bem escolhidas...
K:Parece que os diálogos possuem poderes extraodirnários: são palavras normais, mas elevam as conversas.Nosos personagens sentem intensamente o que dizem: há muita honestidade entre os dois.
O:Cameron representaa quinta-essência do realizador de cinema norte-americano que sabe o que quer e sente seu público.Ouve e liga a sugestões, mas sabe o que quer.Trabalha ás oredns dele foi uma responsabilidade muito grand, não quis desiludi-lo.Ele deixa que nos soltemos, apesar de não podermos afastar um milímetro sequer do guião.
P:Definam suas personagens, por favor.
K:Claire é hospedeira. A solidão dela incita-a a contactar com as outras pessoas nas suas viajens.Identifico-me com ela na vida que levo. Pode parecer constatemente em festas, mas ser atriz pode ser muito solitário.
O:Drew é um homem ambisioso que chegou ao cume e desepenhou-se.Passou de génio a pária.Mas descobre a vida, o amor, a família, algo que sempre teve á mão, mas não consiguia ver, cego pela sua ambisão.
P:Consideram-se tão hiper-românticos como no filme?
K e O:Sim!
P:São ricos, bonitos e famosos.Como é ser assim?
K:Não me considero nem rica nem famosa.Uma das minhas prioridades é continuar tão zelosa da minha privacidade como até agora.
O:Sei passar despercepido, mas ser reconhecido é bom para saídas...não esperamos em fila e nos dão as melhores mesas!Lembro-me da raiva que dava há alguns anos não poder entrar no meu clube favorito, em Londres, que se chamava, premotoriamente, Hollywood Babilonia.
P:Como foi trabalharem juntos?
K:Orlando é puro entusiasmo, curiosidades sem limites, entrega total.
O:É uma atriz instintiva e muito experiente.Obrigou-me a dar o melhor de mim.Ela brilha no filme.
P:Elizabethtown gira em torno da descoberta da família e de pertencer a ela,acima de qualquer coisa.Isso acontece nas suas vidas?
K:A minha mãe foi dona de uma galeria de artes e meu pai é médico.A gora ela e o meu irmão Christian ajudam-me com a procutora, Wooden Spoon Production. O mais importante é levar uma vida estável e normal, longe da loucura a que leva Hollywood nos submete.Sim, revejo-me no filme.
O:Só sei que, quando o êxito desaparece, quando o vazio está debaixo dos nossos pés...restam apenas nossas raízes, os nossos, o nosso lugar de origem.
Fonte:Revista de cinema: Premiere-Portugal